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Política

Trump Discute Guerra na Ucrânia com Putin e Zelenskiy

  • 12/02/2025 - 17h26
  • Atualizado 2 anos atrás
  • 3 min de leitura
Escrito por: Reuters

Donald Trump discutiu a guerra na Ucrânia nesta quarta-feira em ligações por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, primeiro grande passo diplomático do novo presidente dos EUA em uma guerra que ele prometeu encerrar.

Em uma publicação em sua plataforma de redes sociais após falar com Putin, Trump disse que eles “concordaram que nossas respectivas equipes iniciem as negociações imediatamente” e que ele começaria telefonando para Zelenskiy.

Depois da ligação com o líder ucraniano, Trump disse: “A conversa foi muito boa. Ele, assim como o presidente Putin, quer a PAZ”. 

O gabinete de Zelenskiy afirmou que Trump e Zelenskiy falaram por telefone por cerca de uma hora, enquanto o Kremlin informou que a ligação de Putin com Trump durou quase uma hora e meia. 

“Eu tive uma conversa significativa com @POTUS. Nós… conversamos sobre oportunidades para a paz, discutimos nossa prontidão para trabalharmos juntos… e as capacidades tecnológicas da Ucrânia… incluindo drones e outras indústrias avançadas”, escreveu Zelenskiy no X. 

Segundo o Kremlin, Putin e Trump concordaram em se encontrar, e Putin convidou Trump a visitar Moscou.

Trump vem dizendo que vai encerrar a guerra na Ucrânia rapidamente, sem explicar exatamente como irá fazê-lo.

Mais cedo nesta quarta-feira, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, deu a declaração mais contundente do novo governo até agora sobre sua abordagem em relação à guerra, dizendo que recuperar todo o território da Ucrânia ocupado pela Rússia desde 2014 é irrealista, assim como sua adesão à Otan. 

“Nós queremos, como vocês, uma Ucrânia soberana e próspera. Mas precisamos começar reconhecendo que voltar às fronteiras pré-2014 da Ucrânia é um objetivo irrealista”, disse Hegseth, em uma reunião com a Ucrânia e mais de 40 aliados na sede da Otan em Bruxelas. “Buscar um objetivo ilusório apenas prolongará a guerra e causará mais sofrimento.”

Hegseth afirmou que qualquer paz duradoura precisa incluir “garantias robustas de segurança para assegurar que a guerra não começará novamente”. Afirmou, no entanto, que tropas dos EUA não serão mobilizadas para a Ucrânia como parte dessas garantias. 

“Os Estados Unidos não acreditam que a adesão da Ucrânia à Otan seja um resultado realista de um acordo negociado.” 

França, Alemanha e Espanha disseram que o destino da Ucrânia não pode ser decidido sem a participação ativa de Kiev. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou que a Europa teria o seu papel nas garantias de segurança à Ucrânia, mesmo se a adesão à Otan não fosse imediata. 

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