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Política

Turquia Rejeita Declarações Internacionais Sobre Prisão de Prefeito de Istambul

  • 27/03/2025 - 09h06
  • Atualizado 2 anos atrás
  • 2 min de leitura

A Turquia disse nesta quinta-feira que rejeita as declarações internacionais “preconceituosas” sobre a prisão do prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, e os protestos nacionais desencadeados por ela, enquanto autoridades detiveram quase 1.900 pessoas que participavam das manifestações.

Imamoglu, o maior rival político do presidente Tayyip Erdogan, foi preso no domingo, aguardando julgamento por corrupção. Sua prisão provocou os maiores protestos contra o governo em uma década e levou a prisões em massa em todo o país.

O principal partido de oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP), de Imamoglu, outros partidos de oposição, grupos de direitos humanos e potências ocidentais disseram que o processo contra o prefeito — afastado de seu cargo devido ao caso — é um esforço politizado para eliminar uma possível ameaça eleitoral a Erdogan.

O governo nega qualquer influência sobre o judiciário e afirma que os tribunais são independentes.

Falando a representantes da mídia internacional em Istambul, o ministro da Justiça, Yilmaz Tunc, disse que Ancara pediu a seus parceiros europeus que ajam com “bom senso”, acrescentando que a gravidade das alegações contra Imamoglu exige sua prisão.

“Não queremos a prisão de nenhum político, mas se houver provas de uma violação, isso pode acontecer”, afirmou Tunc por meio de um tradutor.

“Se olharmos para a gravidade das alegações, e como há risco de que as provas possam ser ocultadas, o judiciário tomou uma decisão razoável”, acrescentou.

O CHP conclamou os turcos a continuarem protestando, dizendo que organizaria atos e reuniões em diferentes locais em Istambul e em outros lugares. Erdogan classificou os protestos como um “show” e alertou sobre as consequências legais para os manifestantes.

Detalhes das Prisões

  • 1.879 pessoas foram detidas desde o início dos protestos na última quarta-feira.
  • 260 delas foram presas, aguardando julgamento.
  • 489 foram libertadas.
  • 662 ainda estavam sendo processadas.
  • 150 policiais ficaram feridos.

Grupos de direitos humanos pediram que a Turquia investigue o que eles chamaram de uso excessivo da força pela polícia ao dispersar multidões e pediram que o governo permita as manifestações, que têm sido amplamente pacíficas. Os líderes ocidentais disseram que o caso marca um retrocesso democrático.

(Com Reuters)

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