O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu aos aliados europeus, nesta quinta-feira, que forneçam armas de longo alcance à Ucrânia, depois de não conseguir garantir a promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, de fornecer a Kiev poderosos mísseis Tomahawk.
Zelenskiy, que se dirigiu aos líderes da União Europeia em Bruxelas, também pediu que eles concordem o mais rápido possível com um plano para usar os ativos russos congelados e disse que Kiev usaria uma “parte significativa” de quaisquer fundos disponibilizados para comprar armas de fabricação europeia.
“Quando falamos de armas de longo alcance para a Ucrânia, queremos dizer que o regime de Putin deve sentir as consequências reais dessa guerra. Peço que apoiem tudo que ajude a Ucrânia a obter essas capacidades, porque isso realmente faz diferença para a Rússia”, disse ele.
“Basta ver como (presidente russo Vladimir) Putin ficou nervoso quando esse assunto foi abordado. Ele entende que as armas de longo alcance podem realmente mudar o curso da guerra.”
Zelenskiy está buscando mísseis Tomahawk dos EUA. Trump não descartou a possibilidade de fornecer esses mísseis a Kiev durante as conversas em Washington com Zelenskiy na semana passada, mas pareceu indiferente à perspectiva.
“Essas armas de longo alcance não estão apenas nos EUA — alguns países europeus também as possuem, incluindo os Tomahawks. Já estamos conversando com os países que podem ajudar”, declarou Zelenskiy.
Discussões sobre ativos congelados
Os líderes da UE estão se reunindo para discutir o plano de usar ativos congelados como base para um “empréstimo de reparação” de 140 bilhões de euros para a Ucrânia. A Rússia questionou a legalidade da ideia.
Zelenskiy disse que o mecanismo proposto é totalmente “legal e justo”.
“É um modelo baseado na ideia de reparações futuras — responsabilizando o agressor pelos danos causados”, acrescentou.
(Com Reuters)